Vamos falar das eleições 2016?

No último domingo, 02 de outubro, foi o dia das eleições 2016, dia de todos (ou quase todos) nós cumprirmos com uma das nossas principais obrigações ou deveres cívicos: escolher os nossos governantes para os próximos 4 anos.

No que pude acompanhar, essa eleição apresentou mudanças significativas com relação às anteriores. Posso citar a diminuição da poluição visual (sem aquelas placas em canteiros e postes), diminuição do tempo de propaganda, e a mais importante delas: a proibição de doação de empresas, restringindo o financiamento eleitoral pelo fundo de campanha e doações de pessoas físicas. Pelos dados preliminares, a redução do custo da campanha após essa medida foi significativa comparada com a campanha anterior: o custo de 2016 foi um terço do custo da campanha de 2012.

Eleições_2016

Outra mudança importante foi o descontentamento da população com o rumo da política do país. Pelo menos para mim, a população se mostrou muito mais interessada, acompanhando o processo e aparentando uma maturidade maior, após todos os escândalos de corrupção pelos quais o país passou e ainda irá passar nos próximos anos. Mas a rejeição da classe política levou a termos um alto índice de votos brancos e nulos e, principalmente, de abstenções.

Confesso que fiquei bem desapontado com o resultado das eleições, tanto aqui no RS, quanto no Brasil de uma forma geral. Das 27 capitais dos estados brasileiros, em 19 delas, ou seja 70%, tivemos candidatos concorrendo a reeleição. Desses 19, 7 foram reeleitos, 5 perderam e outros 7 vão disputar o segundo turno. Na Câmara Municipal de Porto Alegre, das 36 vagas que eram disputadas nessa eleição, 25 serão ocupadas pelos mesmos vereadores que estão atualmente na Câmara. Ou seja, 70% dos vereadores foram mantidos para os próximos 4 anos. No Rio de Janeiro, tivemos 17 novos vereadores, nas 51 vagas disponíveis, ou seja, 66% foram reeleitos. Em São Paulo, 33 dos 55 vereadores conseguiram a reeleição, representando uma taxa de 60%.

Uma frase que os políticos amam (eu sempre penso nela quando tenho algum problema nas mãos para resolver) é: não podemos fazer as mesmas coisas esperando resultados diferentes.

Se queremos uma mudança de verdade na política, precisamos de novas ideias e de novas pessoas, se seguirmos elegendo os mesmos, tudo seguirá na mesma. Acho que a minha impressão que a população tinha amadurecido politicamente perdeu o sentido. Mas quero acreditar que esse processo não seja tão rápido, que vai demorar algumas eleições, mas no final teremos o resultado que esperamos: a mudança, e para melhor é claro!Eleições_2016-1

Fábio Müller
Diretor Financeiro do Grupo Cinco TI

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