Ensaio sobre a transparência, o bife de fígado e o comportamento do consumidor

Sempre acreditei na honestidade e no trabalho de qualidade. Estas são as condições fundamentais para o sucesso de um negócio em qualquer área. Não estou falando que devamos necessariamente escancarar as fraquezas daquilo que estamos vendendo ou que seja preciso cobrar caro para obter resultados positivos. É preciso saber alinhar as expectativas do público com aquilo que será entregue. E é justamente aí que entra um ingrediente mágico: a transparência.

Adotar uma postura de transparência é como pedir um voto de confiança ao cliente. Já largamos na frente nessa relação de compra e venda. Damos início ao diálogo da negociação e passamos a palavra para o potencial consumidor.

Como profissional de propaganda, enfrento diariamente o desafio de persuadir outras pessoas sobre as qualidades de um determinado produto. Imagina fazer isso com algo que você não acredita? Para mim, seria bem complicado convencer alguém a se deliciar com um “saboroso bife de fígado”, por exemplo. Se fosse anunciar este produto, certamente trabalharia outros atributos como o fato dele ser rico em ferro e outras vitaminas, mas não o sabor. Definitivamente.

transparência

Pode parecer banal, mas é justamente ao prometer demais que as empresas acabam se atrapalhando. Afinal, o consumidor sabe identificar furos e a concorrência crescente oferece a ele parâmetros de comparação. Já temos mais de uma década desde que a internet se reinventou, transformando-se em uma ainda mais poderosa ferramenta de interação entre os usuários, fenômeno chamado de web 2.0. Desde então, por mais que você se posicione como diferenciado, quem tem a palavra final é o sujeito que está do outro lado do balcão. Serão as impressões dele enquanto usuário que contarão pontos positivos ou negativos para você.

Tenho observado uma verdadeira guerra pela atenção das pessoas. Na ânsia de estar em evidência a todo momento (e a qualquer custo), pessoas e empresas acabam cometendo gafes, se expondo a situações com as quais elas não estão preparadas para lidar. E aí o trabalho para desfazer esse enrosco é muito maior. Por que não refletir um pouquinho sobre o propósito daquilo que será postado? Será que o conteúdo pode soar ofensivo? Será que a chamada faz sentido com o texto ou é apenas um recurso para empurrar algumas ideias goela abaixo?

Lucas Feix
Diretor de Criação na Cinco TI Marketing

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