Morar sozinho é uma arte sem escola.

Quando casei eramos dois, depois vieram as filhas e éramos quatro. Os sonhos da juventude de vários filhos , mesa cheia ficaram para trás e as coisas foram transcorrendo normal numa família de quatro pessoas, depois de 23 anos veio o divórcio e ficamos minhas filhas e eu morando  juntas mais unidas do que nunca. As meninas deixaram de ser crianças e a vida delas começou a tomar seu rumo, saiu minha pequena de casa e ficamos em duas até que há dois anos atras a minha mais velha também foi embora de casa, não só saíram de casa como saíram de Porto Alegre, e quando me dei conta estava morando sozinha.

No meu caso, não foi uma questão de escolha: as coisas foram acontecendo. Tive de aceitar porque as meninas foram atras da felicidade delas, afinal elas são do mundo e não minhas. Depois de muito choro, muita tristeza e sozinha, fui acostumando e gostando.

Tudo é muito delicado e muito novo quando vem a crise do “ninho vazio”.

Hoje adoro receber e hospedar minhas filhas e genros e daqui para frente também meu netinho, já estou até pensando em comprar um berço, mas não me vejo mais morando com outra pessoa, a liberdade do ir e vir sem horários, de lidar com afazeres do meu próprio jeito, de curtir minha casa e minhas coisas, almoçar ou não quando tenho vontade e não porque esta na “hora”, ouvir minhas músicas, assistir televisão e eu ser a dona do controle. O morar sozinha, que antes provocava debates sobre solidão, começa a ser associado a melhores condições de vida.

“A solidão não é uma condição, é um sentimento”.

Viver só não significa estar condenado à solidão. O saudável é equilibrar os momentos de isolamento e reclusão com os de interação com a família e amigos.

Assim, é possível ser feliz sozinho.

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